Europa planeja 20 campi transnacionais de ensino superior

Que tal começar a faculdade em Roma, cursar disciplinas em Bruxelas e se formar em Madri?

Consórcios compartilharão professores e projetos de pesquisa, e brasileiros poderão participar

União Europeia lança um ambicioso plano para que em 2025 haja 20 campi transnacionais. A ideia surgiu numa cúpula em Gotemburgo (Suécia) em novembro de 2017, coincidindo com os 30 anos do programa Erasmus, mas é agora que começa a contagem regressiva. As universidades estão se mobilizando nas últimas semanas para criar consórcios de campi em pelo menos três países diferentes, compartilhando alunos — que se quiserem poderão começar sua formação num país e terminá-la em outro —, pesquisas e professores. Em 28 de fevereiro termina o prazo para que as alianças se apresentem ao programa-piloto, dotado de um orçamento de 30 milhões de euros (128,2 milhões de reais). Seis consórcios serão escolhidos para colocar o plano em funcionamento no final deste ano. Os grupos rejeitados terão outra oportunidade em 2020.

Fonte: ElPais

“Agora que há dúvidas sobre o futuro da Europa, a melhor maneira de se unir é compartilhar a cultura”, argumenta Eugenio Gaudio, reitor da Universidade Sapienza de Roma, em referência ao Brexit e ao crescimento dos populismos antieuropeístas. Sua reflexão é compartilhada por seus homólogos. “Há 20 anos o Plano Bolonha criou um espaço europeu do conhecimento, e agora é preciso criar uma Europa do futuro que não seja só financeira, e sim cultural”, resume Gaudio, cuja aliança, chamada European Civic University, engloba oito campi. “E esta transição para a Europa do conhecimento deve ser liderada pelas universidades, não por outras instituições”, acrescenta Rafael Garesse, reitor da Autônoma de Madri. “Por isso, em nossa aliança estamos dispostos a seguir adiante, independentemente do que acontecer na convocatória de fevereiro, que será muito disputada.”

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